terça-feira, 27 de setembro de 2016

Eu que não amo você

Sou incapaz de te amar. Como amar a quem não vejo, não sinto, não ouço, nem provo?

Amaria senão a minha própria imaginação.
Não é, também, que seja sem amor:
Garanto que amo cada fragmento de memória sua como se ainda estivesse aqui.
E todo "eu te amo" -  embriagado e repetido ou adormecido e murmurado.
Lembranças de sua continuada existência, as que me permito, amo-as também.
Amo cada aparição sua, cada lampejo... cada possibilidade de que volte um dia, enfim, a te amar.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Oito e meia



Todo dia, quando passarinho-que-não-deve-nada-a-ninguém-já-está-cantando-faz-tempo, o relógio no meu odiado celular me lembra que você deve estar levantando. Eu já nem sei...

Será se o seu ainda te acorda na mesma hora? Céus, como eu queria que acordasse...

Porque o tempo voa e você pode se atrasar! Porque, desde que voltei, como diria Chicó, “vivo pra morrer e só não morro porque vivo pensando na senhora”.



Céus, como eu queria que você acordasse...