Sou incapaz de te amar. Como amar a quem não vejo, não
sinto, não ouço, nem provo?
Amaria senão a minha própria imaginação.
Não é, também, que seja sem amor:
Garanto que amo cada fragmento de memória sua como se ainda estivesse
aqui.
E todo "eu te amo" - embriagado e repetido ou adormecido e murmurado.
Lembranças de sua continuada existência, as que me permito, amo-as também.
Amo cada aparição sua, cada lampejo... cada possibilidade de que volte um dia, enfim, a te amar.