Solitário, um homem planta uma figueira e cuida dela adubando, regando, amando, durante muito tempo, sem que nada brotasse. Mas ele não desistiu: cuidou por muito tempo, tempo em demasia.
Talvez ele estivesse para desistir...mas, no proclamar de uma nova era, surgem flores fazendo a alegria do nosso agricultor. Mal sabia ele, porém, que muito ainda teria que esperar... que os frutos seriam tardios.
Ele não desanima, continua ali, sem descansar.
Mas aconteceu, entre o esperar e o desesperar, o primeiro fruto! Era tenro, quase sem sabor, mas era um fruto! Outros vieram, alguns muito melhores, outros nem tanto, mas eram sem dúvida saborosos.
Mas, vai entender "a eterna contradição humana"! Como quem nunca tivesse esperado, o homem para de cuidar da figueira, quando se aproxima, é apenas para pegar figos!
Pouco a pouco morre a figueira, mas ele nem se preocupa, já nem a amava tanto assim. Louco engano! Depois de a ter perdido, aí sim entra em desespero! Porque, no jardim desse homem, onde apenas figos, e que figos!, havia, nem margarida nasceu. E ele? Ele morreu de fome.
E a figueira? A figueira, hoje, dá frutos pra algum rei da antiguidade.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
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2 comentários:
Excelente este. Na minha humilde opinião. (:
"Era tenro, quase sem sabor, mas era um fruto!"
andrade?
O que mais se parece com sua entonação oral.
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