Desde que me mudei para o RK, ainda não tinha notado o porquê de tantas pessoas falarem mal da poeira daqui. Pois bem, agora entendi: ainda não tinha presenciado o solo batido se transformar em solo solto sob a influência da impiedosa seca brasiliense. Minha cachorra não pára limpa, não paro de espirrar e meus sapatos recém-engraxados parecem ter vindo do Saara se vou a esquina.Tudo bem, não estou reclamando, afinal a pavimentação está a caminho.
O que me aborrece, no entanto, é que certos artistas, que provavelmente nunca tiveram de viver longe do asfalto, ficam exaltando a bendita. Tá, você pode dizer que é linguagem figurada, mas eu digo que poeira, em qualquer sentido, agrada-me tanto quanto a um anjo ser jogado dos seus aposentos celestiais.
Duvido que alguém seja feliz pra vida inteira espanando os móveis de cinco em cinco minutos.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
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