Era só mais um dia ruim, comum: sem muitas risadas, ou caronas. As mesmas músicas e caretas, o habitual cansaço... da vida? Era mais uma caminhada, o mesmo fardo de sempre. Até que, no meio do caminho, antes dos meus olhos, percebi que já estivera ali. O fardo se avolumou, pesou, me esmagou, imprensou: sem poder me mover, eu respirava? Estava agora nos meus ombros ou no peito todo aquele peso?
Ali, imóvel, como sempre: a velha banquinha, os mesmos blocos. Eram os mesmos carros, que passaram por ruas de uma alegria infinita, curta? Quis visitar a vendedora gorda, continuaria ali? Mas eu não era o mesmo, nem você morava mais por ali. Não tinha mais os risos de cócegas, nem de trocadilhos ou gafes. Só uma angústia, e, por um momento, ou foram séculos?, esperei, como se, de detrás de uma árvore, ou banco qualquer, viesse me chamando, um sorriso leviano, um timbre debochado, leve. Não veio, ainda bem. Segui.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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Um comentário:
um pouco menor a leviandade ou um pouco mais maduro o deboche, teria feito que rissem os pilatis, nao deixaria que seguisse assim
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