Eu queria escrever algo sobre o silêncio e o ouvir, sobre às vezes simplesmente ser mais fácil não falar sobre o que está à nossa volta, sobre o que nos é proposto. Não consegui, talvez porque havia uma pedra no caminho, talvez porque hoje seja um daqueles dias em que eu preferiria simplesmente não falar, não agir, não ser. Por um dia, ou quem sabe cem, simplesmente não ser: não pensar. Queria não estar, não reagir, apenas não. Porque o sim e o não são as forças que dão continuidade ao que somos: produto de nossas respostas. Porque tudo depende de escolhas. A vida é uma delas, senão, no mínimo consequência de uma.
Sim, não. Transformação, conservação. Somos frutos, mas, nem sempre, o fruto esperado. Por isso, por um tempo indeterminado, queria ser simplesmente não, conservação, mas não a resposta pra uma pergunta, sim a não pergunta, não questão. Sem potencial, sem cinética, sem tudo, com nada. Poderia tudo parar, sumir, desaparecer? Há pouco, desapareceria eu, agora, desapareça mundo! Pare por um momento de me tranformar, ou não.
domingo, 26 de abril de 2009
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